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Resenha – Bolero de Ravel – Menalton Braff

Por nossa assinante, Rafaela Menezes: @exlibris_sc.

 

Livro indicado em maio pelo @menaltonbraff na modalidade de Clássicos e Romances do @clube_leitura .

“Bolero de Ravel” de Menalton Braff
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🇧🇷 Sobre o autor: Professor, contista e romancista, nasceu no Rio Grande do Sul, em 23 de julho de 1938. Em seus dois primeiros livros assinou com o pseudônimo Salvador dos Passos. Conquistou vários prêmios literários, como o Jabuti – Livro do ano (2000) e foi finalista da Jornada de Passo Fundo, do Portugal Telecom, do Jabuti (duas vezes) e do Prêmio São Paulo de Literatura, primeira edição. Recebeu Menção Honrosa do Prêmio Casa de las Américas – La Habana.
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Nota: 4/5
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Impressões: O começo traz o narrador, Adriano, experimentando o torpor do luto. Isso se amplifica cada vez mais ao longo da leitura devido a escrita marcante do autor que embarca na confusão, entorpecimento e diversos devaneios de Adriano. Cheio de lembranças obsessivas que se mesclam e confundem na trama, Menalton Braff faz o leitor se sentir exatamente como Adriano; ausente, imerso em um mundo que se encontra suspenso, à deriva. É interessante notar as diferenças no processo de luto entre os irmãos, já que Adriano é o aéreo, depressivo e a irmã Laura, a organizada e objetiva. Ao longo da leitura, vemos nas reflexões e lembranças do narrador o que podemos levar para nosso próprio viver; as pequenas vitórias e persistências, os sorrisos e amores, como também o fracasso e a desistência, a depressão e a carência obsessiva. É um livro que diz muito, mas que cansa pelo vai-e-vai da mente depressiva de Adriano. Até quando a vida deve ser vivida sob nossos próprios termos? Não seria um gesto de amor dele para com a irmã, procurar ajuda-la? Afinal, ela também perdeu os pais e também sofre. Muitas vezes, somos tão egoístas com nossos próprios sentimentos que sequer notamos o que o outro passa.
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📜”Respondo finalmente que não sei o que é felicidade em geral, muito menos posso imaginar o que seja essa felicidade concreta, como sentimento de um indivíduo. Sou suspeito ao falar de mim mesmo, acrescento depois de algum tempo, porque posso me inventar no exato momento em que me digo, mas nunca vou saber quanto do que falo devo à invenção.” p.69

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