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Conheça o consultor Flavio Gomes

Você já sabe que o Clube Leitura inovou mais uma vez e escalou um time de peso para a consultoria de 2019, certo? Agora, vamos te apresentar um pouquinho mais sobre as opiniões e preferências de quem ajudará a escolher os livros que farão companhia para você e sua família ao longo do ano.

Quem dá início à nossa série de entrevistas é Flavio Gomes, consultor do Clube Leitura Adulto e Clube Leitura Família (Conheça as vantagens de assinar o Clube Leitura Família). Em fevereiro, ele foi responsável por indicar o livro Gog Magog, escrito por Patrícia Melo (Saiba mais sobre o livro em uma conversa com a autora aqui).

Flavio Gomes é jornalista e sua extensa carreira inclui passagem por veículos como Folha de S.Paulo, Rádio Cultura, Jovem Pan, Bandeirantes, Transamérica, Eldorado e Estadão-ESPN. Hoje, é comentarista do canal Fox Sports. Publicou, em 2005, a coletânea de crônicas “O Boto do Reno”. Em 2017, lançou seu primeiro romance, “Dois Cigarros”. É um leitor voraz e ama dos clássicos a Senhor dos Anéis. No Clube Leitura, irá indicar surpreendentes obras de ficção.

Quer saber mais? Então vem com a gente!

 

Clube Leitura: Quais são os principais desafios da curadoria literária?

Flavio Gomes: Compreender o tamanho da responsabilidade de indicar um livro a alguém e ter em mente que nem todo mundo tem o mesmo gosto. Assim, tentar ser “universal”, dentro do possível, nas indicações, descartando temas muito específicos, de nicho, mesmo. Ao mesmo tempo, jamais eliminar das suas indicações leituras supostamente “difíceis”. Não se pode subestimar o leitor. E não se pode, também, ignorar algo que parece subjetivo, mas que na leitura é tudo: a capacidade que um livro tem de despertar sentimentos, reações, emoções. Se um livro te toca, provavelmente vai tocar outros leitores, também.

Clube Leitura: Qual é a importância da leitura na sua vida?

Flavio Gomes: Ler é essencial. É o que estimula de maneira mais pura aquilo que nos distingue de outros seres vivos do planeta: a capacidade cognitiva através de símbolos que nós humanos criamos, as letras, que unidas formam palavras, que juntas formam frases, que empilhadas formam ideias. A linguagem, em suma. Lendo você é capaz de ir a lugares que nenhum site, filme, vídeo, música ou qualquer outra expressão de arte ou cultura te leva. Eu não seria nada se não tivesse me apaixonado pela leitura desde sempre. Ler é um ato quase sagrado.

Clube Leitura: De que forma sua experiência como jornalista influenciará sua escolha pelas obras de ficção?

Flavio Gomes: Talvez minha formação me leve a buscar obras cujas histórias sejam razoavelmente verossímeis. E me afaste um pouco de textos propensos ao fantástico, sobrenatural, irreal. É difícil encontrar autores como Gabriel García Márquez e José Saramago o tempo todo. Jornalista é curioso por definição. É nossa natureza. Não gosto de livros que deixam muitas perguntas sem respostas. Tenho esse olhar, digamos, rigoroso sobre qualquer texto.

Clube Leitura: Quais características ou elementos chamam mais sua atenção nos livros de ficção?

Flavio Gomes: Gosto de literatura contemporânea e, via de regra, prefiro ler obras no idioma original porque as traduções quase sempre comprometem o estilo do autor. Daí minha preferência pela literatura portuguesa, brasileira, espanhola, italiana e inglesa/americana, línguas com as quais não tenho dificuldade. Raramente compro um livro pelo título, mas observo as capas com carinho e dou muita atenção aos cuidados de edição. E procuro conhecer algo sobre o autor ou autora, seu perfil pessoal, literário, profissional, sua história de vida, antes de embarcar num livro de alguém que não conheço. Mas não tenho preconceitos. Há alguns gêneros de literatura que não me interessam minimamente, mas não sou contra sua existência, não combato sequer as bobagens infantiloides de youtubers – OK, tenho um certo preconceito. Apenas não me interesso. Cada um escreve o que quer. Cada um lê o que quer. A literatura é um território de liberdade plena.

Clube Leitura: O que você está lendo atualmente? Quais autores têm chamado sua atenção?

Flavio Gomes: Vou citar três que me encantaram no ano passado: o gaúcho Daniel Galera, a carioca Ana Paula Maia e o paraense Edyr Augusto. Muito diferentes entre si, mas donos de estilos vigorosos e muito particulares, capazes de uma prosa tensa, profunda, sem máscaras. E sem afetação. Neste exato momento estou terminando “A gorda”, da portuguesa (nascida em Moçambique) Isabela Figueiredo, uma obra de rara coragem e com a graça do português de Portugal bem escrito, o que é sempre um deleite.

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